Augusto
F. C. Saint Hilaire
Botânico francês que percorreu
quase todo o território Goiano. Suas narrativas foram de fundamental
importância para o conhecimento da fauna e flora do cerrado goiano
e, principalmente, informações técnicas sobre nossas
águas termais. Hoje seu nome é lembrado pela Câmara
Municipal de Caldas Novas com o título de maior honraria oferecido
a um cidadão: a “COMENDA SAIT HILAIRE “ .
Coronel Bento de Godoy
Bento
de Godoy era um homem extraordinário. Nascido na antiga Bagagem
(Estrela do Sul), nas terras de Minas Gerais em 1850, era filho de João
Batista de Godoy e Tibúrcia Guilhermina de Godoy. Tinha 5 irmãos.
Ativo, progressista, estava sempre atento a tudo que acontecia e pronto
a discutir novas idéias e novas iniciativas. Ciente de suas limitações
na execução de tarefas técnicas, nunca teve medo
de trazer para junto de si as pessoas mais qualificadas.
Segundo a memória familiar, Bento morava em Araguari e tinha relações
comerciais com seu parente, Joaquim Rodrigues da Cunha, fazendeiro proprietário
da Fazenda Paraíso, em Caldas Novas. Em 1898, Joaquim estabeleceu
com Bento um contrato para uma viagem comum ao Rio de Janeiro em companhia
de sua mulher e de sua única filha, Maria Tereza. Essa longa viagem
foi determinante para que, no retorno, Bento pedisse Tereza em casamento.
Casado, Bento mudou-se para Caldas Novas em 1899, onde se estabeleceu.
A loja “Casa Mineira-Goiana” foi seu primeiro negócio.
A fazenda, que herdou do sogro, tornou-se modelo. Depois vieram a farmácia,
o cinema e muito mais. Foi ele quem trouxe para Caldas Novas o primeiro
telefone, a primeira máquina de costura, a primeira banda de música,
o primeiro gramofone, o primeiro automóvel, o Cine Iris, a primeira
tipografia, as diligências, o caminhão, a jardineira, a ponte
e a estrada para Ipameri.
A Lagoa do Pirapitinga também foi beneficiada graças à
iniciativa de Bento de Godoy. Inicialmente, a lagoa era apenas um banhado
para o qual convergiam os minadores de água termal. Bento mandou
limpar e desobstruir a bacia, desmatar as áreas marginais, abrir
um tanque para as crianças e construir um rancho fechado próximo
à margem, onde instalou banheiras para uso de sua família.
Com essas obras, criou a lagoa para uso
comunitário. A foto, de 1918, mostra uma visita de crianças
do Grupo Escolar na qual se pode ver o rancho. Bento foi o líder
da emancipação de Caldas e seu primeiro prefeito, em 1912.
Durante seu mandato, urbanizou a cidade e estabeleceu a praça principal
com um desenho geométrico admirável, que pode ser claramente
visto na foto tirada do andar superior da cadeia. Depois de empossado
na prefeitura, chamou seu irmão Teófilo para que redigisse
o projeto de lei orgânica municipal, a mesma que vigorou, com poucas
alterações, até a vigência da Constituição
Federal de 1988.
A Lei Orgânica atual é de 1990. Bento de Godoy ajudou a eleger
seu sucessor, Orcalino dos Santos Veloso, tio de Tereza. A partir de então,
passou a lutar, com o apoio do prefeito e patrocinado pelo governador
Olegário Pinto, para obter a concessão pública para
a construção da ponte sobre o rio Corumbá. Depois
de Orcalino, apoiou a eleição de seu sobrinho, Juca de Godoy,
em cujo mandato foi construída a estrada para Ipameri. Nesse período,
Caldas deixou de ser vila e foi elevada à condição
de cidade, por lei estadual.
Além destes, Bento de Godoy conviveu e colaborou com outros nomes
importantes na construção da história de Caldas Novas,
como Orlando Rodrigues da Cunha, Victor Ozeda Ala, Josino Bretas, Joaquim
Rodrigues da Cunha, Odilon de Sousa, entre outros. O coronel Bento morreu
em 1936, em Caldas Novas, cercado do respeito e da amizade de muita gente
e do carinho de sua grande família.
Celso
de Godoy
Celso de Godoy nasceu em Caldas Novas em
2 de maio de 1910. Filho do Coronel Bento de Godoy , seguiu o exemplo
paterno de homem dinâmico e empreendedor. De sua mãe,
Maria Tereza Rodrigues Godoy, herdou a sensibilidade e o gosto pelas artes
e principalmente pelas poesias. Também por parte da mãe,
de Luiz Gonzaga de Meneses, seu tataravô, recebeu no sangue o amor
por essas terras e por toda a sua vida, a ela se dedicou.
Iniciando seus estudos em Caldas Novas, onde fez o curso primário,
seguiu para Minas Gerais, na cidade de Araguari e depois, para Uberaba,
onde cursou o secundário na Faculdade de Farmácia e Odontologia
de Uberaba, graduando-se em Farmácia.
Seguindo essa profissão por 45 anos, muitos deles servindo a população
da cidade de Caldas Novas e zona rural , fez da farmácia São
Sebastião o ponto de confiança de pessoas que ali buscavam
, além de medicamentos e da própria receita pela carência
de médicos na época, conselhos de amigos. Celso de Godoy,
pela responsabilidade e seriedade com que exercia a sua profissão,
fez muitos amigos, receitou, medicou e conquistou a confiança de
todos.
Em 1947 foi prefeito por essa popularidade merecidamente conquistada,
iniciando assim sua carreira política. Foi prefeito até
1950 e, depois disso, também vereador.
Poeta, homem de cultura expcional, leitor
assíduo – tanto que formou uma rica biblioteca em sua residência,
e também jornalista por vocação.
Juntamente com Oscar Santos fundou o jornal O KRÓ, o primeiro a
circular na cidade de 1939 a 1940. Nele, Celso publicou suas poesias e
exerceu também a atividade de fazendeiro. Foi um dos fundadores
do bairro Termal, um dos principais da cidade .
Casou-se com Iraides de Melo e teve quatro filhos.
Hoje, o nome da família Godoy recebe merecidos reconhecimentos,
com ruas e avenidas com seu nome...
Prof. º Genesco Ferreira Bretas
Genesco Ferreira Bretas nasceu em Caldas Novas em 18 de novembro de 1811.
Muito cedo acompanhou seu pai o professor Josino Ferreira Bretas, patrono
da Biblioteca Publica.
A primeira atividade do Professor Bretas, na área da educação
foi a de professor primário no Grupo Escolar de Caldas Novas em
1828, com salário de 50 mil réis. Ele estava então
com 17 anos e nesse cargo permaneceu ate 1931.
Já em janeiro de 1933, vamos encontrar o professor Bretas no Rio
de Janeiro , como professor de língua Francesa e Portuguesa. Logo
em seguida, em 1934, também professor de Língua inglesa.
Ficou no Rio de Janeiro até 1942, ali se Bacharelando e licenciando
em Letras-Anglo-Germânicas. Em seguida voltou definitivamente para
Goiás como funcionário dos antigos correios e telégrafos.
A partir daí não mais se pode falar em Educação
em Goiás, sem falar do Professor Bretas. Além de exercer
quase todas os cargos administrativos possíveis na rede escolar,
inclusive o de Secretario Municipal de Educação e de Diretor
do Liceu e do Instituto de Educação, foi professor na Faculdade
de Filosofia da Universidade Católica, na Faculdade de Filosofia
da Universidade Federal de Goiás e finalmente, na Faculdade de
Educação como titular em dedicação exclusiva.
Aposentou-se a 3 de março do ano de 1994.
Genesco Ferreira Bretas marcou como educador
a vida da sociedade e de milhares de pessoas, pois lecionou em todos os
níveis: níveis primários,ginásio, colegial,
normal, e superior dando aula de quase tudo ao longo de sua vida : Língua
Inglesa, História, Filosofia, Educação de Didática
Especial, Didática Geral, Literatura, Anglo-Americana ,
Etc.
Era um erudito e soube apreciar os clássicos, que
pôde ler em várias línguas. Foi um perseguidor do
conhecimento inveterado que conseguiu reunir uma biblioteca especializada
e um acervo de dados e documentos sobre a educação em Goiás,
que ninguém até hoje obteve, tudo com recursos próprios,
com muito sacrifício, vasculhando fontes até na Europa,
pessoalmente sem alarde e ostentação.
Dessa pesquisa referenciada, o professor Genesco Ferreira Bretas escreveu
o livro “Historia da Instituição Publicas em Goiás”,
publicado em 1991 pela Editora da Universidade Federal de Goiás
João de Ozéda Alla
João
de Ozéda Alla nasceu em 23 de abril de 1895 em Caldas Novas. Filho
de Vitor Ozéda Alla e Maria Cecília de Lima, João
Alla esteve presente no momento histórico da instalação
do município, em 21 de outubro de 1911.
Ocupou durante a vida vários cargos públicos em Caldas Novas,
dentre eles, o de escrivão de órfãos, por mais de
30 anos.
Na vida política de Caldas Novas teve participação
importante. Foi prefeito no biênio 1950 a 1960; realizou neste espaço
de tempo várias obras de suma importância para esta cidade,
como a construção do Clube Social Recreativo Jose Feliciano,
a construção da Cadeia Pública e Delegacia de Polícia,
e iniciou a construção do edifício destinado ao Cinema
Teatro de Caldas , além de outros.
Sempre residiu nesta cidade, onde exerceu também
várias atividade comerciais.
João Alla se casou com Erotildes, teve vários filhos. Seu
filho caçula, Ayrton, formou- se em medicina e foi prefeito em
Goiatuba. Sua popularidade foi tão grande que foi cotado como um
dos cinco melhores prefeitos da região.
Juca de Godoy
Juca
de Godoy, cujo nome verdadeiro era José Teófilo de Godoy,
nasceu na Bagagem, em 1884 e assistiu, segundo ele mesmo contava, o assentamento
dos trilhos da ferrovia em Araguari. Era filho de Teófilo de Godoy
(portanto sobrinho do coronel Bento) e de Olga Dutra.
Seu pai foi o primeiro brasileiro a buscar na Índia o gado zebu.
Juca estudou no Estado de São Paulo, onde concluiu o curso colegial.
Mas foi no Rio de Janeiro que se formou em Engenharia. Depois de andar
pelo Sudoeste de Goiás medindo fazendas, veio para Caldas Novas
aos 22 anos, em 1906, a convite do seu tio Bento, onde permaneceu até
a morte. Em Caldas Novas fez de tudo. Trabalhou como caixeiro da loja
de seu tio, fotógrafo amador, operador de máquina de cinema,
farmacêutico prático, auxiliar de gerente de hotel, poeta,
excelente orador, cronista, contista e jornalista.
Foi serventuário da Justiça, com tabelionato, foi prefeito
(o terceiro) e vereador em diversas legislaturas. Pode-se dizer que Juca
de Godoy marcou sua presença em Caldas, especialmente em três
pontos: o plano urbanístico da cidade (o centro de Caldas hoje),
projetado e implantado por ele durante a gestão de Bento Godoy,
em 1912, com ruas amplas e logradouros bem dimensionados; o trabalho preliminar
de implantação da ponte São Bento e a administração
local de sua construção, concluída em 1920 e a locação
e abertura da estrada para Ipameri, com o cálculo e execução
de todos os cortes que o relevo exigia que fossem abertos. Juca viveu
noventa e um anos, morrendo em 1974.
Maria Cândida de Godoy
( Dona Rolinha)
Maria
Cândida de Godoy, mais conhecida como Dona Rolinha, nasceu em Caldas
Novas no dia 20 de outubro de 1925. Filha de Béssie Borges de Godoy
e de José Theófhilo de Godoy (Juca de Godoy), tinha nas
raízes de sua família a paixão pela literatura, especialmente
de seu pai, que durante a sua vida deixou para a história obras
que constituem importante tributos a Caldas Novas.
Poetisa, escritora, declamadora e ainda dotada de grande habilidade manual,
era bastante solicitada para a confecção e bordados, crochês,
crivos e, especialmente, a famosa “BONECA CATUCHA”, boneca
de nosso folclore. Dona Rolinha, como era conhecida, estava presente em
quase todos os eventos culturais de nossa cidade, seja representando a
Academia de Letras e Artes de Caldas Novas da qual era presidente, seja
pela sua habilidade para declarar poesias, para isso, quando em 1946 e
1947 fez curso de Declamação no Rio de Janeiro com as professoras
Maria Eugênia Celso e Marilia Rosely, na época uma das mais
conceituadas naquele centro de cultura. Era convidada periodicamente para
declamar no programa de televisão “Frutos da Terra”,
cuja produção é feita em Goiânia pela TV Anhanguera.
Maria Cândida de Godoy estudou no grupo Escolar Caldas Novas e,
como muitos outros, teve que se dirigir para outras cidades para concluir
os seus estudos. Foi para Morrinhos, onde estudou na Escola Normal, em
Araguari (MG), freqüentou o Colégio Sagrado Coração
de Jesus e Catalão-GO, no colégio Nossa Senhora Mãe
de Deus, onde terminou o Curso Normal. Religiosa, pois herdou também
isso do Pai, que foi fundador da Igreja Metodista de Caldas Novas, fez
o curso bíblico em Janhusca Estados Unidos, e em Montreal Canadá.
Essas viagens serviram para o seu enriquecimento cultural que mais tarde
seria útil para as suas atividades literárias.
Dona Rolinha escreve desde os 16 anos de idade sendo bastante
incentivada por seu pai, mais foi em 27 de novembro de 1993 que Caldas
Novas pôde conhecer o seu talento, através do livro “O
MISTÉRIO DAS ÁGUAS AZUIS”
Coronel Orcalino santos
Orcalino
Santos nasceu na cidade de Estrela do Sul ( antiga Bagagem), em Minas
Gerais, em 1965 . Com 19 anos instalou-se em Caldas Novas, na época
um arraial, a fim de trabalhar como caixeiro na casa Comercial do Major
Alla, onde adquiriu experiências suficientes para atividade comerciais.
Nas imediações da pequena Caldas Novas, no inicio do século,
adquiriu uma área onde construiu sua residência (hoje demolida),
local em que se encontra o Casarão. Anexo à sua residência
instalou uma loja de variedades e, ao lado ainda construiu um rancho para
hospedagens de tropeiros que transportavam mercadorias para o interior.
Oscar Santos
Filho
de Orcalino Santos e de Zenóbia Bárbara de Azevedo, Oscar
Santos nasceu em Caldas Novas no dia 23 de junho de 1907. Homem de memória
invejável e reconhecido por todos como a pessoas que detinha o
maior “banco de dados” sobre a historia de Caldas Novas.
Em sua residência na praça mestre Orlando, Oscar Santos era
bastante procurado por pessoas dos mais diversos setores, em busca de
informações sobre o passado de Caldas Novas. Jornalista
e historiador, exerceu vários cargos importantes também
para a vida política dessa cidade, dentre eles o cargo de Prefeito
Municipal de 1943 a 1946, nomeado pelo interventor Pedro Ludovico Teixeira
e, em 1947, retornou ao cargo por nomeação do general interventor,
Felipe Xavier de Barros. Eleito em 1960, novamente ocupou o cargo de Prefeito
Municipal no período de 1961 a 1966, e incentivou a implantação
de vários empreendimentos visando ao aproveitamento do potencial
turístico dessa região, como a Pousada do Rio Quente , Hotel
Águas Calientes, Caldas Novas Turismo Hotel, , Clube do André
, Hotel Nacional
(hoje SESC), Caldas Termas (CTC) e outros projetos menores .
Ocupou ainda vários cargos que também tiveram importância
crucial para o desenvolvimento de Caldas Novas, como o de diretor do departamento
de Turismo da Prefeitura (de 1967 a 1975) e a de secretario Municipal
de Turismo (1983 a 1989). Além de homem político, atuou
também na vida cultural de Caldas Novas. Juntamente com Celso Godoy
fundou o primeiro jornal editado na cidade, o KRÓ, periódico
que circulou na década de 30. Na associação Goiana
de Impresa participou como sócio estagiário. Como historiador
colaborou nas colunas do jornal Primeira Opção durante o
período que este circulou nessa cidade em 1991, e no Jornal Bandeirante,
hoje também desativado.
Oscar Santos e alguns amigos idealizaram a Academia de Letras e Arte de
Caldas Novas, graça ao estímulo do jornalista, a entidade
foi formada com a missão de incentivar a Arte no Município
.
Oscar Santos é o patrono da cadeira número 11 da Academia
de Letras. Foi também o fundador da loja Maçônica
“Segredo e União” e do Rotary Clube de Caldas Novas
Sr. Oscar Santos morreu dia 02 de dezembro de 2001
com 99 anos
Olegário Herculano da Silveira
Pinto
Olegário
Herculano da Silveira Pinto, nascido na cidade de Goiás em 1855,
foi o maior amigo que Caldas Novas teve nos meios políticos. Lutou
constantemente para dotar Caldas de meios de transporte e instrumentos
de progresso e era apaixonado pelas águas. Foi contemporâneo
de colégio de Leopoldo de Bulhões e seu companheiro de política
estudantil, fundando com ele o jornal estudantil Aurora, do Liceu de Goiás,
de grande repercussão.
Era engenheiro e advogado, foi professor da Escola Militar do Ceará,
engenheiro de ferrovias no Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná.
No Rio, tornou-se coronel comandante da Guarda Nacional, o que mostra
o prestígio que desfrutava. Trabalhou constantemente, em colaboração
com Henrique Silva, pela extensão dos trilhos da Estrada de Ferro
Goiás.
Escrevia em jornais e revistas de circulação
nacional com grande desenvoltura, sendo sempre bem recebido. E os avanços
da ferrovia sempre estiveram associados à sua presença em
cargos políticos decisivos. Aos 55 anos, ingressou na política.
Retornou a Goiás algum tempo depois da queda do grupo Xavier de
Almeida, sendo eleito deputado federal em 1912. Nessa época, conseguiu
aprovar projeto determinando a feitura de laudo técnico das águas
de Caldas, tendo sido mandado para cá Teófilo Lee. Um ano
depois, em 1913, foi eleito governador de Goiás (1913-1917) e depois,
sucessivamente, deputado federal (1917-1921), senador (1921-1924), deputado
federal (1924-1926), senador (1926-1929), falecendo em 1929.
Mestre Orlando
Mineiro
de Uberaba, chegou a Caldas Novas em 1910 com 19 anos. Orlando Rodrigues
da Cunha veio atendendo o convite de seu tio, Joaquim Rodrigues da Cunha
, sogro de Bento de Godoy . Aqui chegando juntou-se ao grupo que trabalhava
em prol da emancipação política de Caldas Novas.
Foi secretário da intendência durante o mandato do Coronel
Bento e nomeado depois para o cargo de sub-promotor e, em seguida, para
tabelião, função que exerceu até os 70 anos
de idade. Homem culto e trabalhador incansável por melhorias para
o município, participou de grandes momentos políticos da
cidade , entre eles a emancipação política em 1911
e a absorção, por Caldas , do distrito do Sapé ,
antes pertencente ao município de Santa Cruz de Goiás ,
também interessado no desenvolvimento cultural da comunidade, participou
de iniciativas para o desenvolvimento nesse setor, dentre elas a criação
de um Grêmio Literário que tinha por finalidade desenvolver
a arte literária e teatral. Casado com Fransisca Alla, filha do
Major Victor Alla, mestre Orlando , como era chamado por todos, tudo fez
pela cultura da cidade, legando aos seu filhos o gosto pela arte, dentre
eles se destaca Wanda Rodrigues da Cunha .
Mestre Orlando Faleceu aos 81 anos de idade, em 31 de março de
1973 deixando na memória de todos a sua vida de trabalho e dedicação
a Caldas Novas. Em homenagem a esse grande homem, a Praça da Matriz
passou a ser chamada de Praça Mestre Orlando.
Wanda Rodrigues da cunha
Natural
de Caldas Novas, Wanda Rodrigues da Cunha nasceu em 4 de outubro de 1928.
Filha de Orlando Rodrigues da Cunha ( Mestre Orlando), iniciou os seus
estudos também em Caldas Novas onde cursou o primário no
Grupo Escolar de Caldas Novas, após ter sido alfabetizada por sua
irmã “Dindinha Helia” aos cinco anos de idade . Por
decisão de seu pai, homem culto e bem informado que achou por bem
oferecer maiores oportunidade à filha, Wanda foi então estudar
em Araguari, onde fez admissão, e depois no Colégio Nossa
Senhora de Lurdes , em Franca –SP.
Nos anos de 1946 e 1947 cursou o Normal
no Colégio Santa Clara, em Campinas Goiânia. Durante os setes
anos de internato recebeu as primeiras noção artísticas,
tanto em pintura sobre tela quanto no seu primeiro contato com a música,
tendo estudado piano. Graças a esse convívio com as artes
nos tempos de colégio, Wanda foi a primeira pessoa a introduzir
em Caldas Novas a iniciação tanto nas artes plásticas
quanto no teatro , na musica e na cultura erudita.
Muitas crianças educadas por ela tiveram a sorte de receber as
suas primeiras orientações sobre as artes.
Muitas peças foram dirigidas e encenadas sob sua orientação
e ate mesmo os desfiles escolares eram realizados com muita arte, onde
também não faltava a sua sensibilidade para a beleza estética.
Ainda continuou os seus estudos em Brasília, onde obteve o diploma
em bacharel em Direito pelo Centro Unificado de Brasília (CEUB).
Lá residiu por 10 anos, prestou serviços nos seguintes órgãos:
Delegacia Regional do Dentel,Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal da
Justiça e Junta de Desembargadores desse mesmo Tribunal.
Depois disso, sentindo saudades da sua terra natal, retornou para Caldas
Novas.
Durante a sua permanência em Brasília, Wanda freqüentou
diversos congressos de literatura. Nessa área sentia-se bem a vontade,
tanto que participou de um concurso promovido pelo Ministério do
Exército, de nível nacional, onde o tema a ser desenvolvido
seria a biografia de José Maria da Silva Paranhos, o Barão
do Rio Branco. Dentre vinte mil concorrentes, somente cinco obtiveram
o diploma Meritório e, Wanda Rodrigues da Cunha, esteve entre eles.
Por certo Wanda carregava em suas veias o talento também literário.
O seu livro Terra Morna, lançado no dia 21 de outubro de 1973 em
Caldas Novas, é ainda hoje objeto de pesquisa para muitos alunos
que buscam na Biblioteca Municipal, informações sobre a
cidade. Nesse livro de poesias destaca-se o famoso poema “Tamboril”
onde a autora faz uma homenagem a essa árvore (ficava próxima
ao Balneário Municipal) e dedicado a seu pai, Mestre Orlando.
Também nas artes plástica como foi dito, fez sucesso merecido.
Na Pausada do Rio Quente realizou varias exposições e, em
Caldas Novas foi homenageada recentemente tendo a mini-galeria da Biblioteca
Publica recebido seu nome. Seus trabalhos estão expostos nos grande
centros do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília
e outros.
Membro da Academia de Letras e Arte de Caldas Novas, Wanda Rodrigues da
Cunha é portanto, uma das maiores referências da Cultura
de Caldas Novas Wanda herdou de seu avô Vitor de Ozéda Alla
o amor por essa terra e marcando o pioneirismos na Arte e na Cultura.
Referência bibliográfica:
Águas Thermaes de Caldas
Novas - (Dr. Orosimbo Correia Neto – 1918)
As Fabulosas Águas Quentes de - Caldas Novas – Taylor Oriente
Caldas Novas, Ontem e Hoje – Ana Cristina Elias / 1994.
Caldas Novas a nossa cidade - (Cartilha) –.Magali Izuwa / 2003.
Caldas Novas da mineração ao turismo - ( Ricardo Cassiano
1988)
Mistérios das Águas Azuis – (Maria Cândida de
Godoy 1993)
Historias e Estórias de Caldas Novas - (Jose Theophilo de Godoy
1978)
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