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Caldas Novas - Quarta-Feira, 07 / 01 / 2009
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Descobrimento

Os primeiros habitantes da região eram os índios caiapó e xavante. "Em meio à aridez do sertão, esses índios viviam pacificamente. Como todos os nativos, andavam nus, alimentavam-se da pesca e caça, cultivavam, fabricavam suas armas, cerâmicas, instrumentos musicais e trabalhos com fibras vegetais. Acreditavam no seu deus e para ele dançavam e cantavam" (ELIAS,1994. In: "Caldas Novas Ontem e Hoje").

Caldas Novas pertencia a Capitania de São Paulo, quando Brasil era colônia de Portugal.
Em 1722, época do descobrimento das águas termais de Caldas Novas, o governo português, ávido pelas nossas riquezas minerais, guardou-as para futuras explorações.
Todavia a exploração seguia com o passar dos anos. Bartolomeu Bueno Filho, filho de Anhanguera, por aqui andou. Depois Martinho Coelho, procedente de Santa Luzia (hoje Santa Cruz) considerada a primeira capital de Goiás, que a denominou de Caldas Novas de Santa Cruz.
Finalmente, na parte oriental da Serra de Caldas, as fontes termais de Caldas Novas viraram história.
Uma história com seus lances de lenda, coragem e perseverança. Conta-se que Martinho Coelho de Siqueira, numa de suas conhecidas caçadas de animais silvestres, sentiu de perto a agonia dos seus cães.
Em desabalada carreira eles passaram á sua frente como que atiçado por um fogo desconhecido, sendo descoberto a Lagoa Quente do Pirapitinga.
Nascia aí a primeira história das águas quentes de Caldas Novas, história de um arraial que virou cidade. E hoje é a capital mundial das águas quentes.

Emancipação

Liderados por Bento de Godoy vieram Orcalino Santos, Victor Ozeda Alla, João Batista da Cunha e outros. Eles chegaram à pequena vila que já começava a virar cidade a partir de 1900. A autonomia política, concedida a Caldas Novas, deu-se graças à solicitação destes à sede de Morrinhos.
Em 1911, por ordem de presidente do Estado, Urbano Gouveia, no dia 5 de julho nomeou Bento de Godoy como presidente da primeira intendência que foi instalada no dia 21 de Outubro. Desde então, nesta data se comemora o aniversário de Caldas Novas.
Foi durante sua administração (1911 a 1915) que Caldas Novas tomou um novo impulso para o desenvolvimento. A cidade crescia, graças à dedicação e grande força de vontade de: Bento de Godoy, Orcalino Santos, Victor de Ozeda Allá, João Batista da Cunha, Joaquim Rodrigues da Cunha, José Teófilo de Godoy, Orcalino Costa, Josino Ferreira Brettas, Modesto Pires do Oriente, Joaquim Gonzaga Menezes, Luiz Gonzaga de Menezes, Orosimbo Correia Neto, Olegário Pinto, Orlando Rodrigues da Cunha (Mestre Orlando), Oscar Santos e Celso Godoy.
Além de muitos e muitos outros, são nomes que a história de Caldas Novas reverencia hoje e jamais as esquecerá.


Do descobrimento das águas ao começo das Caldas

Na verdade, a história de Caldas Novas começa bem antes da saga do coronel Bento de Godoy. Diz a tradição que um dos grupos exploratórios da bandeira de Bartolomeu Bueno, na rota que seguiu entre o sítio do Catalão e as margens da Lagoa Feia, localizou as águas quentes pela primeira vez.
Segundo Juca de Godoy, o grupo designado para explorar o maciço tocou pela esquerda do rio Corumbá na direção Norte, tendo cruzado o rio abaixo da barra do Pirapitinga. O lugar ainda hoje tem o nome de Porto do Fundão, dado por eles por causa da furna em que o rio corre.
Enquanto tentavam achar ouro na costa ocidental da serra, os bandeirantes encontraram as fontes, que formavam um ribeirão repleto de cachoeiras e em cujas margens assentaram seu primeiro arranchamento. O local é muito próximo de onde está estabelecida hoje a Pousada do Rio Quente.
A descoberta estimulou novas explorações no leito dos córregos. Não demorou muito e a planície revelou outras fontes termais, menos abundantes, mas de temperatura mais alta. E para diferenciar os dois sítios, o da encosta da Serra e o da planície, deram-lhes os nomes de Caldas Velhas e Caldas Novas.
Por volta do ano de 1770, o minerador Martinho Coelho de Siqueira tomou conhecimento do ouro encontrado nas encostas da Serra, no local que ficara conhecido como as Águas Santas de Santa Cruz. Ele deixou Santa Luzia (hoje Luziânia) e se transferiu para o local com parentes, agregados, escravos e tudo o que tinha.



A igreja Matriz

Construída em 1850, a Igreja de Nossa Senhora das Dores é considerada a construção mais antiga de Caldas Novas. Localizada no Centro da cidade, a Igreja Matriz, mesmo tendo passado por reformas, ainda retrata em suas paredes e colunas de madeira, um pouco da cidade que ainda era intendência e que já mostrava traços de prosperidade.
15 setembro - Dia dedicado a Nossa Senhora das Dores. A imagem de Nossa Senhora sendo trespassada no alto do calvário, por uma espada de dor, é motivo de devoção muito antiga. A devoção às dores de Maria tem um fundamento bíblico nas palavras proféticas do Velho Simeão: "Tua alma será atravessada por uma lança". Aliás, o próprio Evangelho põe em evidência a presença de Maria ao pé da cruz: "Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe".
A presença de Maria era uma presença de solidariedade nas dores do Filho com nossa redenção. A festa põe em destaque a participação ativa de Maria nos sofrimentos redutivos de Cristo. Ela nos faz também compreender a necessidade de unir nossos sofrimentos aos de Cristo.

A História da ponte - O Sonho de ter uma Ponte

 

Construir uma ponte sobre o rio Corumbá, abrindo o trânsito do sul de Goiás para a capital e, na direção contrária, criando um corredor para escoamento da produção, era um sonho acalentado por várias comunidades durante toda a segunda metade do século 19. Em Santa Cruz existiu até uma associação pela construção da ponte.



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